ROV LUSO

Este equipamento foi adquirido por Portugal em 2008, no âmbito do Projeto de Extensão da Plataforma Continental de Portugal (PEPC), com o objetivo de efetuar recolha seletiva amostras geológicas do fundo marinho, para a sustentação científica da submissão portuguesa apresentada às Nações Unidas em Maio de 2009. A aquisição deste equipamento, representa para Portugal a possibilidade de utilizar este meio de excelência para efectuar um conjunto ímpar de acções de investigação multidisciplinar, desenvolvimento e inovação.

O Luso fez a sua primeira missão em 2008, tendo desde aí efectuado dezassete campanhas oceanográficas focadas no mar profundo.

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Figura 1 - ROV Luso

Este equipamento foi adquirido por Portugal em 2008, no âmbito do Projeto de Extensão da Plataforma Continental de Portugal (PEPC), com o objetivo de efetuar recolha seletiva amostras geológicas do fundo marinho, para a sustentação científica da submissão portuguesa apresentada às Nações Unidas em Maio de 2009. A aquisição deste equipamento, representa para Portugal a possibilidade de utilizar este meio de excelência para efectuar um conjunto ímpar de acções de investigação multidisciplinar, desenvolvimento e inovação.

O Luso fez a sua primeira missão em 2008, tendo desde aí efectuado dezassete campanhas oceanográficas focadas no mar profundo.

Figura 2 - Campanhas ROV realizadas  de 2008 a 2019

 

O principal objectivo destas campanhas consistiu na recolha seletiva de amostras geológicas do fundo marinho, para o PEPC, bem como de recolha de informação para o projeto M@rBis (Marine Biodiversity Information System) através da amostragem e inventariação, através de análise de imagem de alta definição, de espécies biológicas em locais onde a informação é muito escassa ou mesmo inexistente.

Para além das campanhas efetuadas no âmbito nacional, o ROV LUSO iniciou em 2014 campanhas de âmbito cooperação internacional de apoio à investigação científica, por exemplo em 2014 na zona do golfo de Cádiz e Canárias, 2018 no Mediterrâneo e 2019 na Crista Média Atlântica e Mediterrâneo.

Em todas as campanhas oceanográficas organizadas pela EMEPC existe uma equipa multidisciplinar de investigadores de diversas universidades nacionais e internacionais e institutos públicos ou privados, abrangendo diversas áreas de investigação marinha, tais como a geologia, geofísica, oceanografia e macro e microbiologia. A equipa científica embarcada tem assim a oportunidade de efetuar a sua própria investigação aplicada enquanto assiste à execução dos mergulhos ROV. Este ambiente colaborativo pretende maximizar o potencial decorrente do tempo de navio em operação no mar, nomeadamente no que diz respeito à aquisição de dados e criação de conhecimento científico em cada uma das campanhas oceanográficas.

O ROV conta já com 245 mergulhos efetuados, num total de 1155 horas de operação, tendo atingido uma profundidade máxima de 3248m em 618 dias de campanha.

Infraestruturas

O pavilhão dos equipamentos operacionais da EMEPC foi construído em 2010, com o objectivo de proporcionar uma infraestrutura que permita albergar todos os equipamentos pertencentes à EMEPC, em especial o sistema do ROV LUSO, bem como proporcionar condições para efetuar a sua manutenção e desenvolvimento.

Esta infraestrutura contém zonas de trabalho para mecânica, hidráulica e electrónica, uma zona de armazenamento de equipamento, um tanque de testes com 4 m de profundidade e um pórtico de carga com capacidade de 2,5 Ton. Tem ainda como instalações de apoio, dois pequenos laboratórios (um seco e um molhado) fundamentalmente dedicados à biologia e geologia, bem como um gabinete de trabalho. Consulte a galeria de imagens.