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O 9º dia da Campanha começou com uma temperatura mais agradável. Após o pequeno-almoço, foram terminadas as triagens dos mergulhos do dia anterior, uma vez que o vento e a quantidade enorme de amostras não permitiram a sua conclusão no dia de ontem.

O N.T.M. Creoula recebeu a visita do Secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto Abreu,e do Presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, com o intuito de dar a conhecer o objetivo da campanha M@rBis. O Presidente da Câmara aproveitou ainda para relembrar a importância do Rei D. Carlos, tendo em conta que foi o pioneiro nas campanhas oceanográficas, informando ainda que o Clipper Termopylae foi mandado afundar com o objetivo de honrar a sua magnitude e, em vez de o destruir, criar um recife artificial. Com a sua submersão, o Rei proibiu a arte de arrasto na zona, ideia muito inovadora para a época.

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© Rui Esteves da Silva

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© Rui Esteves da Silva

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© Rui Esteves da Silva

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© Rui Esteves da Silva

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© Rui Esteves da Silva

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© Rui Esteves da Silva

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© Rui Esteves da Silva

Após o almoço, com a chegada dos mergulhadores, a equipa de triagem deu início à sua atividade. As amostras recolhidas foram em pouca quantidade, uma vez que houve mergulhos abortados devido à má visibilidade.

Na parte da tarde as equipas de mergulho saíram novamente e chegaram com novas amostras para triagem, que apesar da má visibilidade do mergulho foram bastante interessantes. Presentearam-nos com uma espécie de ouriço do Género Paracentrotus com coloração fora do comum. A amostra foi prontamente entregue a Dora Jesus, a nossa especialista de equinodermes a bordo, que o analisou à lupa e registou fotograficamente. A primeira sensação é de que seria um híbrido pois apresentava características de duas espécies. O tempo e analises mais cuidadas o dirão.

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© Pedro Fidalgo

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© Bruno Silva Ribeiro

Paralelamente no Blaus VII estavam a ser realizadas, amostragens de zooplâncton através de arrastos, onde apareceram larvas de peixe no meio de muitos copépodes, e medições de CTD, tendo em conta parâmetros como a salinidade e temperatura.

Após uma bela refeição, seguiu-se como habitual, uma sessão de palestras apresentadas por Jorge Freire e António Fialho, “Carta Arqueológica Subaquática do concelho de Cascais”, na qual se descreveram os naufrágios mais conhecidos da costa de Cascais, bem como os objetos encontrados até aos dias de hoje. Foi um serão de extremamente interessante, uma vez que foi esclarecido o interesse de naufrágios, não só pela história de um povo com um passado piscatório mas também pelo interesse turístico, no que toca ao mergulho. Seguidamente, Joana Castro e Marina Laborde apresentaram-nos “AIMM - Monitorização de Cetáceos da Costa portuguesa” onde foram expostas fotos dos cetáceos mais comuns na nossa costa, bem como o objetivo da Associação e os números de avistamentos realizados, nomeadamente nas campanhas M@rbis dos últimos anos!

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© Pedro Fidalgo

Para finalizar o convívio de mais um dia de trabalho, foi serviço o pão-com-chouriço.

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© Athila Bertoncini

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© Athila Bertoncini

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© Athila Bertoncini

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© Athila Bertoncini

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© Athila Bertoncini

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© Athila Bertoncini


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O dia-a-dia de um especialista em poliquetas

 

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© Seth Solo

Fala-nos um pouco sobre ti. Quem és e de onde vens?

O meu nome é Roberto Martins e venho da Universidade de Aveiro. Trabalho no Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, onde sou actualmente pós-doutorando e onde me doutorei, em 2013 na área de estudo de macroinvertebrados da Plataforma Continental Portugesa (PCP). No âmbito do meu Doutoramento realizei um estudo holístico sobre os principais habitats bentónicos da PCP, tendo-os cartografado e descrito novas espécies, até então desconhecidas para a ciência.

O que te levou a escolher este percurso? Porquê poliquetas?

Decidi seguir investigação como carreira pois sempre tive o fascínio e a curiosidade de ir mais além, de saber mais do que aquilo que está escrito na literatura. Também porque em Portugal, os estudos relacionados com a macrofauna marinha e em especial com a plataforma são algo escassos.

Qual a tua função a bordo do Creoula?

Resumidamente, tenho sido responsável pela identificação dos poliquetas que são recolhidos pelos mergulhadores e triados a bordo do NTM Creoula.

O que são poliquetas? E qual a sua importância?

Poliquetas são “vermes marinhos”. São organismos que, regra geral, são visíveis a olho nu e portanto fazem parte da macrofauna bentónica, encontram-se em todo o tipo de substrato. São parte de cadeia alimentar, possuem um importante papel ecológico e económico (ex: isco para a pesca lúdica recreativa).

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© Mónica Albuquerque

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© Mónica Albuquerque

Como realizas a identificação destes organismos?

A identificação de poliquetas é um processo moroso. Para realizar uma identificação correcta e reconhecida pelos especialistas internacionais deve-se recorrer sempre a chaves taxonómicas e às descrições originais dos animais, o que nem sempre é um processo fácil.

Ouvi dizer que tinhas um milhão de poliquetas para identificar. É verdade?

Não! No entanto, e no âmbito das campanhas M@rBis a bordo do Creoula, foram já recenseadas 45 espécies de poliquetas, número esse que certamente irá aumentar. Destas 45 espécies, mais de 10 são novas ocorrências para a costa de Lisboa e 8 são novos registos para a costa Portuguesa.

Qual a principal dificuldade em identificar animais que podem ser tão pequenos?

Sim. Os poliquetas variam muito nas suas formas, na sua dentição (consoante o tipo de alimentação), no seu tamanho e isso torna a sua identificação complexa.

Na tua opinião, qual a importância da realização de campanhas como as Campanhas M@rBis?

Na minha opinião, a realização de campanhas oceanográficas como as campanhas M@rBIS permitem, em primeira instância, a identificação, inventariação e cartografia da biodiversidade marinha da Costa Portuguesa. Essa informação torna-se relevante para os decisores políticos de modo a apoiar e fundamentar propostas para o estabelecimento de áreas marinhas protegidas, sempre e quando a diversidade faunística local o justifique. A existência de inventários de biodiversidade também é importante para estudos de ecologia e ecotoxicologia, numa vertente mais aplicada, pois facilita a procura de eventuais espécies com importância para esses mesmos estudos. Este tipo de campanhas também ajudam a aumentar o interesse da opinião pública acerca dos organismos marinhos, facilitando a consciencialização para a preservação do meio ambiente.

 


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Começa aqui a segunda parte da campanha. Teremos a bordo até ao final da semana, filmagens para uma futura reportagem para além de toda a azáfama já habital no convés do Creoula. Por volta das 8h30/9h, iniciou-se o embarque de novos instruendos e desembarque de outros. Deste modo, não foram realizados mergulhos de manhã para que os recém embarcados se familarizassem com as tarefas a bordo, com os horários, em especial com a guarnição e com o pessoal da EMEPC.

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© Javier Souto

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© Athila Bertoncini

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© Athila Bertoncini

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© Ana Margarida Ferreira

 

A “Alvorada” deu-se com a ída ao Blaus VII para uns e com o início dos mergulhos para outros. As equipas dividiram-se entre o ponto de amostragem "Ostreiros", perto da Ponte Vasco da Gama, e pela Marina de Belém, onde avaliaram a biodiversidade dos diferentes locais, afim de registar dados para o projeto BioMarPT. Por volta das 10h30m chegaram as primeiras amostras para a equipa de triagens: muitas algas até à hora do almoço. As equipas de mergulho, da parte da tarde chegaram ao N.T.M. Creoula com muitas amostras interessantes e com a lembrança de bons mergulhos e das águas mais quentes até hoje presentes durante a campanha. Os mergulhos tiveram lugar no recife do Farol do Bugio, uma vez que se trata de uma zona de extremo interesse, sendo muito influenciada por grandes correntes, pela variação da salinidade devido à proximidade da foz do Rio Tejo e por estar adjacente a um canal de navegação, com elevado tráfego. Assim sendo, é uma zona sujeita a uma elevada taxa de esforço por parte das águas de lastro, pesca fantasma, produtos anti-fouling que são, por sua vez, anti-vegetativos. Outro local predestinado para mergulho foram os destroços de naufrágios dos anos 50, perto do Farol do Bugio. As embarcações afundadas estavam cobertas de mexilhões (Mytilus sp.) e da anémona Actinothoe sphyrodeta, e escondiam Maja brachydactyla e enormes congros, Conger conger.

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© Athila Bertoncini

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© Athila Bertoncini

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© Athila Bertoncini

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© Athila Bertoncini

 

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© Athila Bertoncini

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© Athila Bertoncini

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© Athila Bertoncini

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© Athila Bertoncini

 

Antes do embarque, ainda houve tempo para mais um mergulho, desta vez na Zona das Avencas, local que irá delimitar a ZIBA, uma das Área Protegidas mais importantes do Concelho de Cascais. O vento estava forte e o mar agitado mas nem isso impediu que as triagens da tarde fossem realizadas. A Asteria rubens foi a “estrela” do dia, tendo sido capturada numa zona pouco comum da sua distribuição da espécie. Também foram encontrados muitos nudibrânquios, nomeadamente o Doto spp. que foi amostrado em grande quantidade em hidrozoários, dos quais se alimentam. De volta ao Creoula, os participantes que foram trabalhar durante o dia no Blaus VII vieram animados e com uma nova experiência a partilhar. Foram recolhidas, através de arrastos, amostras de zooplâncton que foram guardadas em formol para serem analisadas a posteriori na Universidade do Algarve. Com o auxílio de CTD foram realizados perfis verticais de temperatura em profundidade e observado o tipo de substrato com base numa carta de navegação.

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© Ana Margarida Ferreira

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© Ana Margarida Ferreira

 

Após o jantar, deu-se lugar ao tradicional momento de palestras, inicialmente com o orador Pedro Fidalgo que apresentou “Anelídeos Poliquetas: do risco, à biodiversidade e ao seu cultivo”, descrevendo a importância do estudo de Poliquetas, nomeadamente a família Nereidae, qual o seu risco de introdução como espécie exótica e quais os pontos fortes da sua aquacultura. Seguidamente, a oradora Vera Jordão abordou o tema “Projeto Golfinhos do Tejo” onde foram partilhadas opiniões com base em factos históricos de que não existiu nenhuma população residente no estuário do Tejo, desde o século XVIII. Por volta da meia-noite foi serviço o tradicional “Chouripan”, terminando da melhor forma o oitavo dia de Campanha.

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© Ana Margarida Ferreira

 


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Começa aqui a segunda parte da campanha. Teremos a bordo até ao final da semana, filmagens para uma futura reportagem para além de toda a azáfama já habital no convés do Creoula. Por volta das 8h30/9h, iniciou-se o embarque de novos instruendos e desembarque de outros. Deste modo, não foram realizados mergulhos de manhã para que os recém embarcados se familarizassem com as tarefas a bordo, com os horários, em especial com a guarnição e com o pessoal da EMEPC.

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© Seth Solo

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© Seth Solo

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© Seth Solo

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© Seth Solo

 

Arrumadas as malas, o encontro foi na copa para o almoço. Para compensar foram realizados de seguida, por volta das 14h, quatro mergulhos todos ao largo de Cascais. Um dos mergulhos foi abortado, uma vez que as condições não eram as mais adequadas e a coordenada geográfica do local revelou-se não ser o fundo rochoso que se antevia. Este imprevisto deveu-se ao facto de nos encontrarmos perto de um estuário, onde há uma enorme facilidade de mobilização de fundos promovida pelas correntes. Um dos quatro mergulhos foi realizado com o arqueólogo Jorge Freire, tendo decorrido num naufrágio a 30 metros de profundidade. Realizaram-se levantametos sedimentares, registo fotográfico com apoio do navio Thermopylae, no qual estavam representados: a Câmara Municipal de Cascais, CINAV – Centro de Investigação da Escola Naval, CHAM - Centro de História D’aquém e Além Mar, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa além dos mergulhadores biólogos a realizar trabalho de caracterização de biodiversidade para o M@rBis.

 

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© Seth Solo

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© Seth Solo

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© Seth Solo

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© Seth Solo

 

Durante os mergulhos foram realizados censos e amostragens de biodiversidade marinha e sedimentos. Enquanto se realizavam os mergulhos, os instruendos recentemente embarcados assistiram a um briefing realizado pelo comandante Cruz Martins e o pelo imediato Severino Lourenço, sobre regras e deveres que são necessários a bordo do N.T.M Creoula. Após o briefing realizamos um simulacro de "Postos de abandono" do navio para que todos estejam devidamente preparados em caso de ocorrer alguma emergência. Às 17h, realizaram-se as triagens do espécimes recolhidos sempre com a esperança de se encontrarem novos registos de espécies.

 

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© Seth Solo

Dia 7 - 31 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Após o jantar, procedeu-se a realização de uma palestra denominada “Projeto M@rbis”, na qual o orador Frederico Dias apresentou os projetos coordenados pela EMEPC, em particular o M@rBis, tendo realizado um ponto de situação do projeto até à data de hoje. O coordenador apresentou ainda os objetivos desta campanha, de forma a que todos os participantes estejam informados e possam auxiliar de todas as formas que contribuam para o objetivo. Alguns acabaram o 7º dia da campanha por aqui, para descansarem, enquanto que outros a bordo esperaram pelas 24h para a ceia com pão com chouriço, que confortará os estomagos até à alvorada da manhã.

 

Dia 7 - 31 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 7 - 31 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues


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O dia amanheceu com algum sentimento de nostalgia. Para alguns participantes este é o último dia de campanha. As triagens e mergulhos iniciaram-se logo pela manhã para tentar rentabilizar ao máximo o dia de amostragens. Fomos brindados com amostras de espécies que ainda não tinham sido recolhidas. A equipa de observação de cetáceos tem utilizado um hidrofone com o qual detectam a presença de cetáceos através do som que estes emitem. A equipa de observação teve hoje oportunidade de sair na semirigida com os mergulhadores tendo sido possível avistar um grupo de Roazes. No veleiro Blaus VII da Escola Naval prosseguem os trabalhos de recolha de informação oceanográfica com a realização de amostragem com CTD, Espectroradiometro e com a realização de vídeos com a Go Pro para análise do habitat e census visuais de Pata-Roxas. Os trabalhos terminaram com o pôr do sol e com uma sessão com as melhores fotografias e vídeos desta semana de campanha acompanhados de música e animação em tom de despedida. Na biblioteca do navio o processo de catalogação de amostras prolongou-se pela noite dentro uma vez que os investigadores queriam deixar tudo identificado antes de abandonar o navio. O processo de identificação e carregamento do Visualizador M@rBis tem também lugar na biblioteca do navio, convertida por estes dias em laboratório de campanha.

Dia 6 - 30 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 6 - 30 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 6 - 30 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 6 - 30 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 6 - 30 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 6 - 30 de maio 2015

© Bruno Silva Ribeiro


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O dia começou bem, com um avistamento de golfinhos ao redor do Creoula. Eram 8:08 quando o olho afinado dos observadores de bordo os detectou, a cerca de um quilómetro do navio. Os observadores saltaram para o semi-rígido “Selvagem Grande” para se aproximarem do grupo para recolherem dados para os seus estudos. Acompanharam os animais durante cerca de 20 minutos, até à marina. Tratava-se de um grupo grande de golfinhos-roaz (Tursiops truncatus), com cerca de 20 a 25 indivíduos, adultos e juvenis, que se encontrava a alimentar junto à Baia de Cascais. No mesmo dia uma das equipas de mergulho avistou um outro individuo, possivelmente pertencente ao mesmo grupo. Foi um bom dia para os observadores de Cetáceos.

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Carolina Branco

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Carolina Branco

O grupo das triagens foi organizando as tarefas de triagem com a manutenção das funções do navio e tudo correu pelo melhor. Neste dia houve alguns exemplares ainda inéditos nesta campanha, nomeadamente dois ouriços-da-areia (Echinocardium cordatum) e uma orelha-do-mar (Haliotis tuberculata tuberculata). Mais tarde chegaram mais discos de fixação, desta vez retirados da marina de Cascais. Toca a raspar coisas inidentificáveis, mucilaginosas, e de coloração muito pouco atraente para dentro de frascos para que seja feita uma identificação de cariz genético.

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Inês Morão

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Inês Morão

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Inês Morão

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

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Dia 5 - 29 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Cláudio Brandão

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Cláudio Brandão

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Cláudio Brandão

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Cláudio Brandão

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Bruno Silva Ribeiro

Ao mesmo tempo que a equipa de triagens começa os seus afazeres, começa também o alvoroço junto de uma imensidão de equipamentos de mergulho, que se encontram estendidos um pouco por todo o lado, de tantos que são. Mais uma vez, cada grupo de mergulho tem como destino um local relacionado com a experiência de cada membro: o grupo dos arqueólogos segue para mergulhos junto de naufrágios e o grupo de biólogos segue para locais que pululam de vida, de modo a proceder às amostragens e registos fotográficos. Realizam-se 3 mergulhos durante a manhã e mais 2 durante a tarde.

Começa o sol a descer e o vento a levantar, de tal modo que as palestras foram realocadas para o interior do navio. Desta vez houve um atraso justificado, a partida Benfica-Marítimo, que exaltou os ânimos de cientistas e marinheiros! Os oradores de hoje vieram do outro lado do Atlântico, da Universidade Federal de Alagoas. O Professor Cláudio Sampaio falou-nos sobre os fenómenos de bioinvasões nos recifes de coral do Atlântico Sul e a Professora Taciana Kramer sobre a meiofauna da plataforma continental. Tivemos inclusivamente a direito a uma pequena lembrança regional da terra dos oradores.

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 5 - 29 de maio 2015

© Cláudio Sampaio


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Soa a alvorada e começa o dia no navio mais mediático da costa Portuguesa. O alvoroço tira lugar ao silêncio com as rotinas matinais de banhos e pequenos-almoços. Iniciam-se os preparativos para mais um dia para percorrer a costa de Cascais, realizando mergulhos em diversos naufrágios assim como em zonas conhecidas como hotspots de biodiversidade. Os mergulhos realizados pela manhã, ao largo do Cabo da Roca, acabaram por se revelar difíceis, com alguma corrente e fraca visibilidade, cerca de uns escassos 30 cm. Este acontecimento é recorrente em zonas mais expostas às intempéries e à força dos ventos, tal como é a zona do Cabo da Roca, fortemente fustigada por ventos predominantes do quadrante Norte.

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Nuno Vasco Rodrigues

Hoje chegaram novas directrizes para aplicar à equipa de triagens. Estabeleceram-se grupos fixos de trabalho, de modo a agilizar o processo de triagem com as tarefas de rotina no navio. As amostras foram chegando e o trabalho foi fluindo com tranquilidade. Com as pinças na mão e olhos nas tinas, entre discussões de nomes científicos, lá se foram passando as amostras a pente fino, para que nada escapasse.

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Bruno Silva Ribeiro

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Cláudio Sampaio

Três elementos da equipa (Francisco Santos, Bernardo Bica e Enia Magalhães) seguiram de manhã cedo rumo ao segundo navio, o Blaus VII. Aí tiveram lugar arrastos na coluna de água, ao longo de um transepto de amostragem pré-definido, bem como análises à água através de uma rossete com CTD, um aparelho que permite medir simultaneamente a condutividade, temperatura e pressão, a diferentes profundidades. A par com as amostragens foram realizadas filmagens subaquáticas com o objectivo de observar pata-roxas (Scyliorhinus canicula) e tentar identificar padrões de distribuição. Devido às condições de fraca visibilidade, bem como a outros detalhes técnicos, este objectivo não foi bem sucedido… Por hoje!

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Carolina Branco

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Carolina Branco

Ao longo da tarde, realizaram-se mais mergulhos pela zona abrigada de Cascais, desde o Farol da Guia até à marina de Cascais, onde a equipa de arqueólogos fazia a monitorização dos destroços naufragados em esforços unidos com os biólogos que estudavam a biodiversidade associada a esses mesmos naufrágios. Nesta zona, já abrigada dos ventos que se faziam sentir por ser exposta a Sul, a visibilidade era bastante melhor, chegando a cerca de 6 metros. Uma das equipas de mergulho rumou para a marina de Oeiras, inaugurando a amostragem no âmbito do projeto BioMarPT. Este projecto tem como objectivo facilitar a manutenção da biodiversidade marinha nacional, através da detecção e identificação de espécies invasoras e respectivas vias de introdução. Os mergulhadores recolheram e trouxeram para bordo discos de fixação, distribuídos na marina com dois meses de antecedência, para que fosse feita a raspagem de amostras e posterior identificação das espécies colonizadoras, sejam elas indígenas ou invasoras.

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Dora Jesus

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Dora Jesus

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Seth Solo

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Emanuel Almada

Hoje foi um dia especial pois o público teve a oportunidade de observar em directo o que se faz por cá. Às 16:30, foi estabelecida uma ligação em directo pelo nosso canal online, disponível a partir da página no Facebook. São as vantagens das novas tecnologias que permitem que qualquer pessoa esteja, virtualmente, a bordo do Creoula durante a azáfama das triagens. Mais para a tardinha e ao fim de longos dias de intensos trabalhos, às 17:30 o navio abriu a banhos e houve gelados para animar os participantes. A água estava bastante fria mas isso não desmotiva quem só está bem no mar!

Hoje não houve avistamentos de cetáceos, mas ao final da tarde um belo pôr-do-sol veio reconfortar a vista já cansada dos observadores e dar motivação para mais um dia na proa.

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Seth Solo

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Seth Solo

Findo o jantar voltamos para cima para mais uma sessão de palestras meio do navio. O pós-doutorando da Universidade de Aveiro, Roberto Martins, presenteou-nos com uma palestra sobre os habitats bentónicos e diversidade de macroinvertebrados na plataforma continental portuguesa. O Professor Mário Cachão falou-nos sobre o registo sedimentar dos cocolitóforos enquanto indicadores oceânicos. Subiu a bordo com esta palestra como propósito de visita e não desapontou, terminada a apresentação estava difícil regressar a terra com tantas perguntas por parte dos tripulantes!

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Emanuel Almada

Dia 4 - 28 de maio 2015

© Emanuel Almada


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Por volta das 23h do segundo dia a bordo do NTM Creoula, levantou-se ferro e partiu-se em direcção a um local que seria o escolhido para o primeiro mergulho do terceiro dia de trabalhos (27 maio). A viagem é longa, pois tal local situa-se a cerca de 16 milhas náuticas a Oeste do Cabo da Roca. É composto por um grupo de afloramentos rochosos, que formam como que uma série de montanhas submersas, com o ponto mais perto da superfície a cerca de 42 metros de profundidade. Já de manhã, e com o mar mais encrespado do que a previsão o faria adivinhar, decidiu-se voltar para o largo de Cascais, pois a segurança não se descura e mais vale prevenir do que remediar. Mas nem tudo foi perdido, durante a viagem de regresso apareceu um grupo de cinco golfinhos comuns que aproveitou as ondas criadas pelas amuras do NTM Creoula para se divertirem, durante cerca de 45 minutos. 

Dia 3 - 27 de maio 2015

© Seth Solo

Dia 3 - 27 de maio 2015

© Seth Solo

As operações de mergulho começaram apenas depois de almoço, tendo sido realizados 6 mergulhos durante a parte da tarde, para recuperar do atraso matinal. Mais uma vez, foram realizados censos, amostragens e fotografia da biodiversidade marinha da zona. Devido ao atraso dos mergulhos, as triagens arrancaram mais tarde, tendo-se estendido até à hora de jantar. Apesar de tudo foi um dia muito positivo, com amostras muito interessantes e alguns espécimes particularmente bonitos. Tivemos inclusivamente o prazer de receber um convidado especial que, após conhecer ter conhecido e saudado a tripulação, conseguiu evitar tanto o tacho como o saco de amostragem tendo sido libertado inteiro e feliz no seu habitat.

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© Vitor Ferreira

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© Vitor Ferreira

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© Vitor Ferreira

Por volta das 21h15 iniciaram-se as palestras habituais, dadas pelos participantes, de modo a dar a conhecer um pouco do seu trabalho. A primeira palestra foi dada pela Dora Jesus, intitulada de “Equinodermes de Portugal”, onde se falou acerca das mais variadas espécies de equinodermes que ocorrem nas nossas águas. Já a segunda palestra, que começou por volta das 21h35, foi dada pelo Javier Souto, intitulada de “Briozoários de Portugal - diversidade, distribuição e biogeografia”.


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O dia dos participantes nas Campanhas M@rBis começa às 07:00 com a alvorada a despertar até os mais preguiçosos. Com caras de sono, mas cheios de vontade para ir mergulhar, todos se levantam e se dirigem à copa para tomar o pequeno-almoço. Reconfortados com esta pequena refeição, começa a azáfama do mergulhador: montam-se os equipamentos, revêm-se e afinam-se todos os pequenos pormenores que fazem parte do bem estar e segurança de quem se vê submerso para executar o seu trabalho. Com a excitação do costume, transfere-se o equipamento para as embarcações semi-rígidas e segue-se para o local do mergulho, onde, durante cerca de 50 minutos, se executam os trabalhos. As equipas são organizadas com a devida antecedência, de modo a que cada grupo possua um conjunto de aptidões que lhes permita rentabilizar ao máximo o tempo que passam debaixo de água: existem mergulhadores fotógrafos, mergulhadores que realizam censos visuais e ainda alguns que recolhem amostras para posterior análise a bordo do Creoula. O tempo é escasso e todo o trabalho é pouco. Contudo, a segurança não se descuida e os mergulhadores juntam-se em duplas, sempre dentro do alcance visual, que tendo em conta a baixa visibilidade, não abunda por esta altura. As águas estão frias, e quanto mais fundo se mergulha, mais frias se tornam. À superfície, a água encontra-se a cerca de 16°C, mas quando se atingem os 18 metros de profundidade, a temperatura desce para cerca de 13°C. Lá em baixo, quem se entretém a fotografar passa metade do tempo à procura de um motivo interessante e outra metade a tentar premir o botão naquele momento perfeito. Por outro lado, os responsáveis pela realização dos censos visuais vão nadando ao longo de 50 metros e anotando todas as espécies de peixes que vêm ao longo do trajecto. Já a bordo, lavam-se e arrumam-se os materiais, passam-se as amostragens às equipas responsáveis pela triagem e identificação de espécies e após um banho com água bem quentinha, juntam-se às outras equipas para ajudar no que for preciso. E é assim que vive o mergulhador a bordo do Creoula, sempre cheio de boa disposição, dia após dia, onde o tempo parece voar.

Diário do Mergulhador na Campanha EMEPC/M@rBis2015


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Logo pela manhã deu-se início à preparação para aquele que seria o primeiro dia de trabalhos. Os grupos de mergulho prepararam todo o material necessário, enquanto os participantes envolvidos nas triagens iam também preparando todo o equipamento necessário à realização do seu trabalho. Realizaram-se quatro mergulhos ao longo da manhã, tendo sido recolhidas diversas amostras e fotografias para posterior análise a bordo. Enquanto isso, a equipa responsável pelas triagens ia tratando das amostras recolhidas no dia anterior. Durante a tarde, a bordo do navio, triavam-se as amostras recolhidas pela equipa de mergulhadores durante a manhã.

Dia 2 - 26 de maio 2015

© Seth Solo

Dia 2 - 26 de maio 2015

© Cláudio Sampaio

Dia 2 - 26 de maio 2015

© Cláudio Sampaio

Dia 2 - 26 de maio 2015

© Seth Solo

Dia 2 - 26 de maio 2015

© Seth Solo

Dia 2 - 26 de maio 2015

© Filipe Henriques

Nesta tarde ocorreu a visita do senhor Secretário de Estado do Mar Manuel Pinto de Abreu. Uma vez a bordo, Pinto Abreu teve a oportunidade de visitar as instalações e conhecer um pouco melhor o que se faz por cá, tendo ainda tido oportunidade de brindar a equipa com uma fotografia de grupo.

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© Rui Esteves da Silva

Por outro lado, os mergulhadores dirigiram-se a um mergulho algo especial; um naufrágio que ocorreu no século XVII. O objectivo foi verificar se existe alguma influência dos destroços na biodiversidade daquele local. Apesar de os destroços se encontrarem maioritariamente degradados, os canhões que o barco possuía ainda se encontram relativamente bem preservados. Após o jantar, reunimos para as afamadas palestras a meio-do-navio, desta vez com a participação especial da Cascais Ambiente na pessoa da Ana Margarida Ferreira, que nos presenteou com uma apresentação sobre a Reserva das Avencas, assim como da Andreia Rijo, que apresentou o trabalho realizado por esta instituição no âmbito da educação e sensibilização ambiental.

Dia 2 - 26 de maio 2015

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Dia 2 - 26 de maio 2015

© Cláudio Brandão

Dia 2 - 26 de maio 2015

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Dia 2 - 26 de maio 2015

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Dia 2 - 26 de maio 2015

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Dia 2 - 26 de maio 2015

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