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Campanha EMEPC/M@rBis/Algarve 2013 chega ao fim

 

No ‘Creoula’ o ambiente é de melancolia pela chegada ao fim de mais uma Campanha M@rBis. O trânsito do Algarve para Lisboa fez-se com a maior das facilidades e o navio que serviu de casa aos participantes encontra-se agora fundeado ao largo de Cascais. A chegada à base naval do Alfeite e o fim oficial da Campanha EMEPC/M@rBis/Algarve 2013 será efetuada amanhã de manhã.

 

Os participantes que entraram na 2.ª parte da Campanha puderam também aderir à Operação Nariz Vermelho.

 

Hoje, excepcionalmente, o jantar faz-se no convés do navio, seguindo-se uma festa que assinala o final da expedição.

 

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Último Dia de Mergulhos

A Campanha EMEPC/M@rBis/Algarve 2013 teve hoje o seu último dia de mergulhos. Ao final da tarde, o ‘Creoula’ iniciou a viagem de regresso a Lisboa, onde chegará na 5.ª feira de manhã.

Nos últimos mergulhos fomos brindados com polvos, sargos, douradas, carapaus, cavacos, navalheiras, muitos ofiurídios, planárias e anémonas. Neste último dia, os mergulhadores mais experientes promoveram também alguns batismos de mergulho a participantes da Campanha e membros da guarnição.

O ‘Creoula’ contou ainda com a visita do Presidente da Câmara de Vila do Bispo, Adelino Soares, que veio a bordo conhecer a Campanha EMEPC/M@rBis/Algarve 2013.

À noite, Frederico Dias agradeceu o contributo de todos os participantes e fez um balanço da Campanha. Todos os participantes puderam ainda ver as melhores fotografias tiradas ao longo dos 20 dias da expedição.

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© Ana Cristina Castanheira  

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Paraíso de Nudibrânquios

Depois de alguns dias complicados no que respeita a mergulhos, os mergulhadores da Campanha EMEPC/M@rBis/Algarve2013 tiveram um dos melhores mergulhos da expedição. A diversidade de espécies na zona da Praia da Mareta era enorme. Houve mesmo quem classificasse o local como um paraiso de nudibrânquios, tal a variedade avistada.

A zona da Pedra do Gigante foi a escolhida para os mergulhos matinais deste 19.º dia. Trata-se de um pináculo de rocha que se ergue desde os 25 metros de profundidade até aos 10. A forte ondulação voltou a fazer-se sentir o que obrigou a cuidados redobrados dos mergulhadores na entrada e saída da água.

O ponto alto deste mergulho foram três cavidades encontradas na parede. Na primeira encontrava-se um polvo, nas outras duas foi possível observar postura de lula. De resto, viu-se muito peixe (judias, sargos, garoupas e bodiões) e várias espécies de nudibrânquios.

Pela terceira vez nesta Campanha, a RTP marcou presença a bordo do ‘Creoula’ para acompanhar os trabalhos da expedição. Desta feita, foi a equipa de reportagem do programa “Bombordo” da 2:.

A apresentação noturna de hoje foi da autoria de Diana Carvalho, que falou do papel do Museu Nacional de História Natural na preservação de espécies e divulgção científica e de Daniela Gabriel, sobre o processo de migração de algas e dos estudos feitos nesse sentido.

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© Nuno Vasco Rodrigues  

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O Campeão de Fotografia Subaquática

 

Os mergulhos da manhã tiveram lugar numa baía, zona menos exposta a ondulação que veio facilitar o trabalho dos mergulhadores, que nos últimos dias têm encontrado nas condições do mar um sério obstáculo aos mergulhos. Mergulhou-se junto a uma parede repleta de anémonas-jóia e com muitos peixes: blénios, judias, sargos e bodiões.

 

Ao final do dia os mergulhos foram efetuados mais junto à costa, em zonas de pouca profundidade. As condições de visibilidade eram consideravelmente melhores que as verificadas de manhã e foi possível observar uma boa variedade de peixes como blénios, cabozes, sargos, tainhas e também polvos.

 

À noite, enquanto alguns mergulhadores ainda investiam em mergulhos noturnos, Maíra Borgonha apresentou o Projeto Meros do Brasil, que desenvolve estratégias para a conservação deste grande peixe no Brasil. Seguiu-se a apresentação de Athila Bertoncini, campeão brasileiro de fotografia subaquática, que falou da história da fotografia subaquática e da sua aplicação na pesquisa científica.

 

Entrevista a Athila Bertoncini

 

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Como é que nasceu o gosto pela fotografia subaquática?

 

Comecei a fotografar em 1996, na transição para a fotografia digital. Quando acabei a licenciatura em Oceanografia, comecei a dar os primeiros passos na foto subaquática. Inicialmente com equipamento emprestado ou associado a projetos, depois mais a sério a partir de 2006. Já mergulhava há algum tempo e foi só preciso dar o passo para juntar as duas coisas.

 

Qual o segredo para uma boa fotografia?

 

Quanto mais perto melhor. Se a foto não estiver boa é porque estamos muito longe e temos que nos aproximar mais do que queremos fotografar. Daí a importância de conhecer o organismo que queremos fotografar. Há que perceber o comportamento do animal para podermos avaliar qual será a melhor forma de nos aproximarmos.

 

Quais são as principais especificidades de fotografar debaixo de água?

 

É muito diferente. Estamos num ambiente com a influência da água, onde não conseguimos estar perfeitamente parados. A água absorve a luz e perdemos os espetros mais quentes de cor, como o vermelho, cor-de-laranja ou amarelo. Para o compensar temos que usar luzes artificiais e saber adaptá-las às diferentes categorias de fotografia. Depois não temos grande controlo sobre o que fotografamos. Não podemos pedir ao peixe para parar, temos de saber como fotografá-lo no momento. Geralmente demora-se mais tempo para conseguir uma boa fotografia debaixo de água do que fora.

 

És o campeão brasileiro de fotografia subaquática. Como foi a experiência de participar e ganhar esta competição da Confederação de Imagem Subaquática?

 

Tive a felicidade de acertar nas fotos. Ganhei a medalha de ouro em três categorias e com isso venci o campeonato. Há uns 4/5 anos que tenho participado e conseguido a competição. Consegui boas classificações, com alguns 2º e 3º lugares, mas este ano realmente acertei. Ganhei nas categorias de Grande Ângular de Ambiente, Grande Ângular com Modelo e Fotografia de Peixe. O campeonato é um ambiente onde se aprende muito sobre fotografia, onde se trocam ideias e se aprende sobre técnicas e equipamento. Encontramo-nos com vários especialistas e temos a oportunidade de trocar experiências. Para mim, é esse o ponto alto de participar no campeonato.

 

Já mergulhaste em muitos locais. Qual o teu preferido?

 

Os Açores são fascinantes para mergulhar. Têm um ambiente muito similar ao que conheci em Santa Catarina, no sul do Brasil. Apesar do clima ser mais temperado é um ambiente com surpresas constantes, onde estamos sempre a ver diferentes espécies. Também gostei muito de mergulhar nas Filipinas. É um local de altíssima biodiversidade, muito diferente da que estamos habituados a ver. Conseguimos avistar inúmeras espécies muito coloridas no mesmo mergulho e também muitos corais. No Atlântico a fauna de corais é bastante mais pobre. Na costa do Brasil também existem locais óptimos para mergulhar, como Fernando Noronha, Paraíba ou Pernambuco. Destaco também o Rio de Janeiro, onde há uma grande fauna de águas profundas a ocorrer em zonas rasas devido a uma série de variáveis oceanográficas.

 

E o que conheces do mar português?

 

O meu primeiro contacto com o mar português foi nos Açores. Acho que as Berlengas são sem dúvida um lugar que as pessoas deviam conhecer mais. Tanto a parte subaquática como a própria beleza da região são impressionantes. As ilhas dos Farilhões, repletas de mergulhos espetaculares, não deixam a desejar para qualquer lugar do Mundo.

 

É a segunda vez que participas numa Campanha M@rBis. O que te fez voltar?

 

É este ambiente que encontramos no ‘Creoula’, sempre com pessoas novas e acolhedoras. Facilita uma grande troca de experiências e aprende-se muito nesta convivência. Pode parecer aborrecido termos de apoiar a guarnição nas tarefas do navio, mas é também assim que conhecemos pessoas novas e a maneira como cada um trabalha. Acho que é importante juntar esta malta que tem um gosto em comum: o mar. Também me interessa conhecer um pouco mais o mar de Portugal. É muito gratificante para mim estar aqui a contribuir para a documentação científica de espécies para o M@rBis.

 

Quais as principais mais-valias que pretendes retirar desta Campanha?

 

A região do Algarve tem uma enorme riqueza, devido à influência do Mediterrâneo e de outras correntes. Estou mais interessado nos moluscos mas também em espécies de peixes que, pela influência do Mar Mediterrâneo, já não ocorrem nas Berlengas ou nos Açores. Cada mergulho é uma surpresa, especialmente para mim que não tenho o hábito de mergulhar nesta região.

 

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© Filipe Henriques  Marachomba-Frade  (Parablennius pilicornis)

 

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Condições do Mar dificultam mergulhos

 

As condições do mar em Sagres não têm ajudado os mergulhos nesta reta final da Campanha EMEPC/M@rBis/Algarve 2013. Só ao final da tarde é que se tornou possível realizar alguns mergulhos, sempre marcados pelo frio e fraca visibilidade. Foi possível avistar esponjas, cnidários, anémonas e alguns nudibrânquios.

 

As apresentações da noite acabaram por constituir um dos pontos altos do dia. Nuno Vasco Rodrigues falou da Flying Sharks (http://flyingsharks.eu), que trata do transporte seguro e sustentável de espécies marinhas para aquários e instituições ligadas à proteção do ambiente marinho. Rui Esteves da Silva apresentou-nos o seu projetode transporte de peixes ornamentais (também associado à Flying Sharks).

 

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© Athila Bertoncini    Actinothoe sphyrodeta

 

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Morango-do-Mar

 

A Campanha EMEPC/M@rBis/Algarve2013 chegou a Sagres, onde conheceu o primeiro contratempo sério no que respeita às condições do Mar. Parte dos mergulhos marcados para hoje tiveram mesmo de ser reagendados às custas do mar revolto que se fez sentir.

As condições do mar fizeram-se sentir durante os proprios mergulhos, dificultando a estabilidade e visibilidade dos mergulhadores. Mesmo assim, viram-se navalheiras, camarões, robalos e sargos. Das amostras trazidas a bordo, destaque para a recolha de um morango-do-mar (Actinia fragacea), uma anémona avermelhada com pintas brancas que lembra a forma de um morango.

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À noite, Bernardo Mata e Diogo Geraldes apresentaram o Kit do Mar, recurso educativo da EMEPC que visa sensibilizar os mais jovens para a importância e atividades do Mar (http://kitdomar.emepc.pt). Todos os anos, o Kit do Mar organiza um Concurso com os melhores trabalhos realizados sobre o mar ao longo do ano. Um dos prémios é precisamente a participação na Campanha EMEPC/M@rBis/Algarve2013, ganho este ano por uma turma da Escola Secundária da Baixa da Banheira. Liderados pela professora Dina Dias, o grupo de alunos que representa a escola na Campanha apresentou aos participantes o trabalho que levaram a Concurso.

Entrevista a Dina Dias

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Qual a importância de trazer os alunos fora do contexto escolar para poderem integrar uma campanha científica real?

Dina Dias: É extremamente importante. Promove uma atitude diferente na sua relação com a ciência, porque podem ver na prática como funciona a investigação nas suas diferentes formas. Por outro lado, o próprio contacto com a Marinha e com todas as normas de convivência para um espaço tão pequeno e com tantas pessoas acaba por ser formativo em termos sociais. Geralmente os alunos não reconhecem tanto a importância das regras sociais e aqui são quase intuitivas. Isto reflete-se quando abandonam a Campanha. Estão também numa fase da vida onde normalmente ainda não definiram exactamente o que fazer no futuro e esta experiência acaba por lhes dar a oportunidade de estruturar melhor as ideias, permitindo-lhes tomar decisões mais fundamentadas e consolidadas.

A vossa participação na Campanha resulta de um prémio ganho no Concurso Nacional Kit do Mar. Em que consistia o projeto que levaram a concurso?

D. D.: O nosso trabalho baseia-se num aquário de água salgada que temos mantido há três anos. Foi construído no âmbito do Clube de Ciência da escola, onde não há aulas normais, um plano ou um conteúdo de trabalho pré-definido. De ano para ano, procuramos estudar uma perspetiva diferente do aquário e este ano estudámos a classificação taxonómica. É um assunto que os alunos nem sempre gostam e, como conteúdo das disciplinas, acaba por ser pouco motivador. Mas no Clube de Ciência conseguimos transmitir-lo de uma forma agradável. O nome do projeto foi precisamente Oceanus classificatis.

Há vários anos que tem concorrido ao Concurso Nacional Kit do Mar. Porque importa trabalhar o Mar junto dos mais jovens?

D. D.: Noto que há uma apetência natural dos jovens para o mar. Por outro lado, é minha convicção que o mar tem recursos que devem ser bem geridos pelas próximas gerações. Creio que há um grande potencial que tem vindo a ser subaproveitado.

De acordo com a sua experiência, qual a visão que os jovens têm do mar?

D. D.: Os jovens têm um interesse natural e espontâneo pelo mar. Fazemos parte de uma região relativamente próxima do mar, mas os alunos pouco o aproveitam. Por isso estão sempre disponíveis e motivados para trabalhos na praia. Sou conhecida na escola como a professora que leva os alunos à praia. Lá nunca estão contrariados. Sejam seres vivos ou rochas, gostam sempre de os estudar só pelo contacto com o Mar. Se, por exemplo, falarmos de poluição é muito mais frutífero em termos de mudança de atitudes se a associarmos ao mar, falando dos efeitos nocivos do plástico, por exemplo.

Como é que os seus alunos têm vivido a experiência de participar na Campanha?

D. D.: Tirando os enjoos, têm aproveitado e aprendido imenso. Pertencem a uma escola de um bairro com um contexto socio-económico difícil, mas superam sempre as expetativas pelo seu interesse em Ciência ou assuntos que, para a idade deles, podiam ser difíceis e complexos. Têm-se integrado bastante bem. Depois há toda a envolvência da Marinha, que também lhes tem interessado.

Para si, como professora, que importância tem integrar esta Campanha?

D. D.: Sendo professora de Biologia e Geologia, esta é uma área que me interessa bastante. Sempre que posso faço formação na área. Aqui não tenho formação creditada, mas não deixa de representar um grande crescimento para mim. Tenho aprendido muito. É uma Campanha muito enriquecidora pela diversidade de projetos e de assuntos que um professor de biologia pode assimilar.

No cômputo geral que balanço faz desta experiência?

D. D.: É um balanço muito positivo. Aconselho vivamente a todos os que tenham a oportunidade de participar.

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Jardim de Gorgónias

 

Em Porto de Mós, as equipas de mergulho encontraram excelentes condições de mergulho: boa visibilidade, água quente e muita vida. Estiveram numa zona de lage vertical coberta de um autêntico jardim de gorgónias com muitas cores. Anémonas, nudibrânquios, muitos peixes, polvos... Até uma raia foi avistada. Em suma um dos melhores dias de mergulho que esta Campanha já conheceu.

O dia também foi também animado no convés do ‘Creoula’ com vários avistamentos de golfinhos ao longo do dia. (Veja o video AQUI )

Alguns chegaram mesmo a saltar bem alto para gáudio dos participantes. Foi também recolhido um ganso patola, avistado com um anzol e linha de pesca em redor das asas. Foi efectuada a operação de resgate e libertação da ave após a retirada do anzol. (Veja o video AQUI

De noite, André Cid (AIMM) e Francisco Fernandes (CCMar) repetiram para as suas apresentações para os participantes que só integraram a Campanha nesta 2.ª parte. E antes que a noite acabasse foi ainda tempo de realizar um mergulho noturno. Os mergulhadores regressaram ao Creoula já passava das 24h!

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© Athila Bertoncini

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© Filipe Henriques 

 

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© Filipe Henriques 

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© Filipe Henriques  

 

 

 

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© Nuno Vasco Rodrigues 

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© Nuno Vasco Rodrigues 

 

 

 

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© Nuno Vasco Rodrigues  

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 © Nuno Vasco Rodrigues  

 

 

 

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© Nuno Vasco Rodrigues  

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© Nuno Vasco Rodrigues  

 

 

 

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© Nuno Vasco Rodrigues  

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© Nuno Vasco Rodrigues  


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À Descoberta de Navios Afundados

 

O dia de hoje iniciou-se com triagens de mergulhos de dia 2, já que os mergulhos de hoje tiveram lugar em dois navios da marinha portuguesa afundados no âmbito do Parque Subaquático “Ocean Revival” no Alvor. Dado se tratar de um parque subaquático foi pedido aos mergulhadores que não realizassem amostragem destrutiva, em vez disso hoje foi o dia mais intenso de mergulhos e de censos visuais! Foram 62 mergulhos onde foram registadas 1720 fotos/videos! Os mergulhadores tiveram a oportunidade de se aventurarem e explorarem o Navio patrulha ‘Zambeze’ e a Corveta ‘Oliveira e Carmo’ em busca da biopersidade!

 

À noite, as apresentações ficaram a cargo do Nuno Vasco Rodrigues que apresentou aos participantes da 2ª parte da campanha o guia de espécies submarinas e da Lilian Krug, que desenvolve um projeto na Universidade do Algarve, sobre a variabilidade do fitoplâncton na região algarvia.

 

<pEntrevista a Lilian Krug

 

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Qual a importância do fitoplâncton?

 

Lilian Krug: O fitoplâncton são plantas microscópicas que estão na água do mar. São o equivalente oceânico das florestas. Estão na base da cadeia alimentar de qualquer organismo marinho e todos os seres do planeta dependem direta ou indiretamente do fitoplâncton. É responsável por 50% da produtividade primária do planeta, controla alguns dos principais fluxos biogeoquímicos do oceano e é parte importante do sequestro de carbono da atmosfera. Está intimamente ligado às variações do ambiente, especialmente da temperatura e dos nutrientes na coluna de água. Por tudo isto, importa perceber a variação do fitoplâncton ao longo do ano. 

 

Estás na Campanha EMEPC/M@rBis/Algarve2013 para desenvolver um projeto com a Universidade do Algarve. Em que consiste?

 

L. K.: O título do projeto é “Deteção Remota da Variabilidade do Fitoplâncton na Região Sudoeste da Península Ibérica: Um Indicador para Prevêr Alterações Climáticas? (Phytoclima)”. O que estamos a fazer é analisar uma série de 15 anos de dados de satelite e ver qual é a relação do fitoplâncton com variáveis do ambiente. O fitoplâncton serve como indicador ecológico das condições ambientais e queremos perceber até que ponto funciona como indicador das alterações climáticas na regiao em estudo.

 

Em que é que a tua participação na Campanha contribui para o desenvolvimento do estudo?

 

L. K.: Tem sido muito útil. A nossa principal ferramenta é a detecção remota, através de imagens de satélite que nos permitem observar uma grande área em simultâneo e perceber, por exemplo, a concentração de clorofila na superfície da água. Só que entre a superfície do mar e o satélite temos uma camada espessa de atmosfera e mesmo na coluna de água existem outros constituintes opticos, caso do material dissolvido ou em suspensão que também dão sinal na imagem obtida pelo satélite. Para verificarmos se o satélite nos está a dar um sinal apurado, temos que recolher dados diretamente da coluna de água e comparar com os recebidos por satélite. A Campanha EMEPC/M@rBis/Algarve2013 permite-nos fazer estas recolhas na mesma faixa horária em que o satélite passa pelo Algarve. Depois podemos cruzar os dados no laboratório.

 

Como é a tua rotina diária na Campanha?

 

L. K.: Começo a preparar o material às 10h00. Separo os recipientes para amostras e calibro o CTD, um instrumento que me permite obter um perfil dos dados físicos da coluna de água. Vou para o mar recolher amostras entre as 12h00 e as 14h00. Quando regresso ao navio começo logo a filtração, pois o processamento das amostras tem de ser imediato. Tenho que conservá-las tal como estavam na coluna de água, por isso coloco-as numa caixa escura para as proteger do sol, já que a clorofila é fotosensível. Depois, monto um compartimento escuro na copa do “Creoula” e faço a filtração, que costuma acabar por volta das 17h00.

 

Já consegues obter algum tipo conclusões a partir dos dados que recolheste na Campanha?

 

L. K.: Só terei conclusões depois de analisar as amostras no laboratório. Para já, vou tendo algumas noções relativas à transparência da água. Na região de Tavira, por exemplo, a visibilidade era inferior a 6 metros, o que se deve à proximidade da foz do Guadiana e a um bloom de algas que tornava a água mais turva. Em Armação de Pêra e Albufeira, por exemplo, a visibilidade já chegava aos 9 metros.

 

Para mais informações e fotos sobre a Campanha consulte AQUI 

 

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Crustáceos em Fuga

 

Os mergulhos de hoje tiveram como principal destaque o avistamento de navalheiras e santolas. Estes crustáceos foram, no entanto, suficientemente àgeis para não se deixarem apanhar pelos mergulhadores. Também se viram alguns chocos, carapaus e ainda uma medusa com vários peixes em seu redor.

 

Os mergulhadores trouxeram também a bordo do ‘Creoula’ um camarão-da-anémona. Trata-se de uma espécie de crustáceo que vive em simbiose com uma anémona e que se destaca pela sua cor azulada.

 

As apresentações da noite ficaram a cargo de Luís Sá Couto e Gonçalo Calado que subiram a bordo para nos dar a conhecer o "Ocean Revival": um parque subaquático construído através do afundamento deliberado de quatro navios da marinha portuguesa. O objetivo é colocar o Algarve na rota do mergulho mundial. Será nestes recifes artificiais que terão lugar os mergulhos de amanhã.

 

Saiba mais sobre este projeto em: http://www.oceanrevival.org/pt/

 

Para mais informações e fotos sobre a Campanha consulte AQUI 

 

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©Ruben Fortuna    Legenda: Choco     

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©Ruben Fortuna    Legenda: Carapau juvenil associado a Medusa bússola 

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© Nuno Vasco Rodrigues    Legenda: Anémona 


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Início da 2.ª parte da campanha

 

Depois de uma pausa de dois dias, a Campanha EMEPC/M@rBis/Algarve 2013 regressou em força e cheia de novidades. O início da 2.ª leg marcou a entrada a bordo de novos participantes e a saída de muitos outros que ajudaram a fazer da Campanha o sucesso que tem sido.

 

Logo pela manhã, a expedição recebeu a visita do Secretário de Estado do Mar Manuel Pinto de Abreu que passou o dia a bordo do ‘Creoula’ para acompanhar os trabalhos da Campanha. Também a RTP voltou a subir a bordo para nova reportagem.

 

Os mergulhos decorreram hoje perto do Alvor, mas o grande destaque acabou por ser descoberto de forma fortuita: uma velha armadilha de pesca ficou presa no ferro de uma das embarcações de apoio aos mergulhos e chegou-nos carregada de algas, ofiurídeos, moluscos, nudibrânquios e camarões.

 

Para terminar da melhor maneira possível o início da 2.ª leg, tivemos direito a um divertido concerto no convés do navio com a atuação do Quarteto Três Irmãos Pedro e Paulo.

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