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De manhã, a Equipa da EMAM apresentou-se no ‘Creoula’ para proceder à desmobilização (ou “Demob”, como é usual dizer-se entre os operacionais da EMAM).

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De manhã, a Equipa da EMAM apresentou-se no ‘Creoula’ para proceder à desmobilização (ou Do navio foram retiradas as caixas contendo as amostras biológicas e geológicas recolhidas durante toda a Campanha, as caixas com material de laboratório e de economato, o equipamento de mergulho ainda a bordo, e os instrumentos científicos utilizados durante a missão, tais como o espectro-radiómetro, o CTD e a arca de congelação a -80ºC, para preservação de amostras para estudos genéticos.

Terminou a Expedição, mas o trabalho ainda continua. Há muitas amostras por triar e analisar, uma vez que a respectiva identificação de espécies apenas pode ser realizada em laboratório, e existe ainda uma enorme quantidade de registos de biodiversidade resultantes da Campanha que têm que ser inseridos no Sistema M@rBis.

No entanto, pode-se desde já dizer que a Campanha EMAM/PEPC_M@rBis/2011 superou todas as expectativas, tendo sido um sucesso. A todos os que nela participaram: Parabéns!

 

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É dificil encontrar palavras que consigam exprimir a sensação de voltar a casa após mais de um mês no mar... 

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A Equipa EMAM repousou no conforto do lar, a Guarnição (com excepção dos elementos de serviço) iniciou o gozo de merecidas licenças, e os Escuteiros Marítimos de Ponta Delgada mudaram-se para a Escola Naval, onde permanecerão alojados durante a sua estadia em Lisboa.


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“Alvorada! Alvorada!” – pontualmente às 0700, como é habitual, soou a voz de despertar no ETO do ‘Creoula’. 

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Mas, logo de seguida, ouviu-se, ainda através do ETO: “Guarnição, Tripulação, atenção ao seguinte aviso: dadas as condições de mar, a Tripulação deve permanecer no interior do navio, estando-lhe interdito o convés, no qual apenas a Guarnição tem permissão para circular. Terminado.”. Devido aos movimentos do navio, a Tripulação já havia percebido que o mar não estava para brincadeiras... Os corajosos que foram tomar o pequeno-almoço tiveram que utilizar todas as suas técnicas de malabarismo para manterem a integridade das tigelas de café com leite e evitar que as fatias de pão com marmelada voassem através do refeitório! Os sensores do navio registaram uma inclinação de 31º para estibordo, o que , segundo o Comandante do ‘Creoula’, foi um verdadeiro recorde!

Por volta das dez e meia da manhã, em condições de mar menos agrestes, foi levantada à Tripulação a restrição de permanecer no interior do navio. No entanto, o mar ainda continuava bastante agitado, pelo que a maioria dos tripulantes permaneceu confortavelmente onde estava (no refeitório, na biblioteca ou no respectivo beliche, consoante o caso).

O ‘Creoula’ aproximava-se inexoravelmente do seu destino. Cruzar o corredor de separação de tráfego marítimo, já próximo de Portugal continental, permitiu a observação de imponentes navios mercantes de carga, atulhados de contentores.

Imperceptivelmente, o mar foi acalmando e a cor azul foi preenchendo o céu. A cerca de vinte milhas da costa (tal como indicado pela previsão meteorológica no início do trânsito) a ondulação caiu, o vento tornou-se agradável, e o sol brilhou num céu já completamente azul. Rapidamente o convés, a meio-navio, encheu-se de tripulantes e elementos da guarnição, as guitarras dos escuteiros voltaram a tocar e o bom humor e boa disposição voltaram ao ‘Creoula’.

“Terra à vista!”. A deslumbrante Serra de Sintra surgiu no horizonte. Todos perceberam que estavam quase a chegar ao destino. Segui-se o Guincho, a Baía de Cascais, Oeiras, Passo de Arcos, Caxias, e a entrada na barra do Tejo. Foi o momento da formatura para limpezas, após a qual tanto a Tripulação como a Guarnição trataram de aprumar o ‘Creoula’ para a sua chegada.

Cerca das 20h00 o ‘Creoula’ atracou no cais 8 da Base Naval de Lisboa, no Alfeite, dois dias antes do previsto. No cais, familiares, amigos e colegas esperavam já a chegada do navio. Após os últimos dias de navegação, foi bom voltar a pisar terra firme!

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O mar e a meteorologia estão cada vez piores! De vez em quando, algumas ondas molham o convés a bombordo.

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A navegação está decididamente a tornar-se inconfortável... Vários elementos da Tripulação (tanto cientistas da equipa EMAM, como Escuteiros Marítimos) não abandonaram o respectivo beliche. Talvez pela primeira vez na Campanha, à hora de almoço o refeitório esteve calmo, sempre com lugares disponíveis e sem fila para se aceder à refeição.

Na biblioteca, os cientistas da EMAM ainda operacionais (“Os Duros”, no dizer de alguns elementos da guarnição) continuam o seu trabalho de análise e identificação das fotografias obtidas nos mergulhos da Campanha e de introdução de dados no M@rBis.

Ao longo do dia intensificaram-se as visitas à ponte para consulta do ECDIS... Ainda há muito para navegar, mas começa a ser cada vez mais certo que chegaremos a Lisboa amanhã ao cair da noite.


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As condições de mar e vento têm piorado consistentemente.

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A ondulação atinge já os dois metros e meio, de través, o vento, de nordeste, cresceu significativamente e o céu permanece encoberto, de um cinzento carregado. A experimentada guarnição do ‘Creoula’ comenta que, apesar de se estar já em finais de Julho, parece estarmos na presença de um mar de inverno. É já claro que a previsão meteorológica se vai concretizar em pleno. Nota-se uma diminuição no número de tripulantes presentes no convés, vítimas de enjoo ou de sonolência (que é uma das reacções típicas ao mar agitado por parte de quem não enjoa facilmente).

Mas também é já claro que o ‘Creoula’ atingirá o seu destino antes do dia planeado. No rumo constante para leste que tem mantido, o navio avançou cerca de 4 graus de longitude nas últimas 24 horas, o que (à latitude de 38ºN em que ocorre a navegação) corresponde a uma velocidade média de 7.8 nós, muito acima da média habitual.

Alguns elementos da guarnição e da tripulação vêm à ponte consultar o monitor do ECDIS (a carta electrónica de navegação), que, para além de indicar a posição e a velocidade do navio, dá, entre outros parâmetros, a distância a percorrer até ao destino e o respectivo ETA (hora estimada de chegada).

 

 

 


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Ao final do dia anterior as “extensões” das velas foram arreadas, por forma a proporcionar uma navegação mais tranquila durante a noite, tendo a velocidade do ‘Creoula’ descido para cerca de 7 nós (um valor ainda considerável).

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Como previsto, as condições de mar agravaram-se, provocando alguns casos pontuais de enjôo por parte da Tripulação, mas nada de preocupante. Os Escuteiros Marítimos têm desempenhado de forma exemplar as suas funções de apoio à guarnição do navio nas funções de bordo. Por outro lado, os Escuteiros Marítmos que não estão de quarto juntam-se a meio-navio, tocando as suas guitarras e animando com a sua boa disposição tanto a Guarnição como a Tripulação do ‘Creoula’.

A equipa de cientistas da EMAM continuou os seus trabalhos de análise e identificação do registo fotográfico obtido e de introdução de dados no M@rBis.


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Como planeado, o ‘Creoula’ largou do porto de Ponta Delgada às nove e meia da manhã, navegando para leste ao longo da Ilha de São Miguel. 

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Ao sair da zona abrigada proporcionada pela Ilha, o vento e a ondulação começaram a fazer-se sentir: vento de 12 nós e ondulação de metro e meio. A previsão meteorológica indica que ambos irão aumentar à medida que o navio se aproximar do Continente.

Da parte da tarde foram içadas “extensões” sobre as velas principais do ‘Creoula’. O seu objectivo é dar velocidade ao navio, constituindo um verdadeiro “turbo”, de tal modo que, com condições de vento favoráveis, o ‘Creoula’ atingiu, de forma estável, a velocidade de 10.5 nós! (A média tem sido de 6 nós).

Com as tarefas de bordo em grande medida asseguradas pelos Escuteiros Marítimos, a equipa EMAM dedicou-se à análise exaustiva do registo fotográfico da Campanha, procedendo à respectiva identificação de espécies e inserção de registos no M@rBis Field Data Interface. Como foi habitual durante toda a Campanha, estes trabalhos decorreram essencialmente na biblioteca do ‘Creoula’, transformada em “computadoroteca”.


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Regressado de Santa Maria, o ‘Creoula’ atracou no porto de Ponta Delgada às dez da manhã.

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Foi hora de despedida para os membros Açoreanos da Campanha, chegados a casa, mas também para para vários outros elementos da equipa que, devido a vários afazeres, tiveram que voltar de avião para o Continente. Para quem continuou a bordo foi um merecido dia livre, dedicado a repousar e a disfrutar das delícias gastronómicas e beleza natural da Ilha de São Miguel. Através do ETO (sistema sonoro de comunicação interna) do ‘Creoula’, foi anunciado que as “licenças” terminariam no dia seguinte às “zero-sete-zero-zero”.

Às 19h00 apresentou-se a bordo do ‘Creoula’ o grupo de 33 Escuteiros Marítimos de Ponta Delgada, com a missão de auxiliarem na parte final da Campanha EMAM/PEPC_M@rBis/2011, assegurando o trânsito do navio para Lisboa, no âmbito da sua iniciativa “Mar que nos chama V”.

 

 

 

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Hoje o trabalho correu particularmente de feição tendo permitido, à parte dos 4 mergulhos científicos, a realização de mergulhos lúdicos possibilitando aos colegas com menos experiência, ou que nunca tinham mergulhado, a realização de um batismo de mergulho. 

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Para quem ficou a bordo, foi aberta a época balnear, o que permitiu a alguns tripulantes uma ida a banhos. Foi igualmente o dia em que foi celebrado colectivamente o aniversário de cinco elementos da guarnição e tripulação que fizeram anos durante o decurso da missão. Para o efeito foi produzido um saboroso bolo que pelo tamanho deveria figurar seguramente no Guiness! No final do dia, todo o material foi arrumado e as semi-rígidas recolhidas marcando o fim dos trabalhos científicos da campanha EMAM/PEPC_M@rBis/2011. Zarpámos em direcção a S. Miguel onde será embarcado o contingente de escuteiros marítimos dos Açores que navegarão até Lisboa. 
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Definitivamente o Verão está-nos a pregar uma partida.

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As condições de vento voltaram a piorar (ventos de 20 nós com rajadas mais fortes e ondulação de 1.5 m) inviabilizando a permanência nas Formigas, e forçando-nos a um trânsito para o sul da Ilha de Santa Maria. Ainda assim logo pela manhã, foi possível a um pequeno grupo fazer algum trabalho de amostragem geológica, geodesia e de estudo do intertidal nos ilhéus das Formigas. Após o trânsito ainda conseguimos executar 4 mergulhos na na baixa da Pedrinha, no SE da Ilha de Santa Maria. O NTM Creoula fundeado à saída do porto suscitou alguma curiosidade nos locais e foi visitado por diversas embarcações, incluíndo colegas da Universidade dos Açores, que participam num workshop sobre os fósseis da Ilha de Santa Maria.

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