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29 DE SETEMBRO - DIA 10

Ao amanhecer o Navio Santa Maria Manuela juntou-se ao NTM Creoula para o evento que irá recorrer no dia de amanhã! O lançamento do visualizador M@rBis!

As equipas de mergulho cedo se prepararam para mais 4 saídas. Hoje foi o dia de visitar 4 novos pontos no mapa de objetivos traçado para a expedição, desta vez junto ao naufrágio River Gurara.

O naufrágio que este ano comemorou 25 anos e que é um dos mais importantes na rota do mergulho recreativo em Portugal, foi o palco escolhido para a inventariação da biodiversidade marinha a poucas centenas de metros do Cabo Espichel

“Antes de afundar, o cargueiro, que transportava madeira, cacau, borracha e algodão desde a Costa do Marfim até à Grã-Bretanha, partiu-se em dois: a parte da frente ficou a 200 metros da costa e a 30 metros de profundidade, enquanto a popa caiu a 100 metros da costa, a 20 metros de profundidade. Mais afastados estão o ferro de fundear e a corrente.” (in Público 01/03/2014).

Para quem ficou a bordo do NTM Creoula o dia foi preenchido entre tarefas de triagem de amostras e tarefas de vida a bordo, que todos os participantes cumprem com zelo!

A expedição recebeu hoje a visita da Curadora do Museu Oceanográfico do Portinho da Arrábida, Mafalda Gaspar que pode colaborar nas tarefas.

A equipa de oceanografia realizou amostragens a bordo do Veleiro Blaus VII, em novos pontos de amostragem.

O dia não terminou sem que se tivesse realizado a já habitual Aula de Yoga ao pôr do sol e as conferências noturnas depois do jantar.

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© Athila Bertoncini

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© Cláudio Sampaio

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© Mónica Albuquerque

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© Nuno Vasco Rodrigues

     

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© Rúben Fortuna

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© Rui Esteves da Silva

     

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© Vitor Ferreira

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© Vitor Ferreira

     

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© Athila Bertoncini

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© Cláudio Sampaio


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28 DE SETEMBRO - DIA 9

Agrave;s 9h00 da manhã o “Blaus VII” recolheu a equipa de oceanografia da campanha, dirigindo-se de imediato para a posição da primeira estação de amostragem. Tarefas a realizar durante o dia: recolha de água a várias profundidades com recurso a garrafa Niskin, CTDs (perfis de temperatura, condutividade e pressão) e espetrorradiómetro (perfis de atenuação da intensidade da luz solar em função da profundidade).

Entretanto, pelas 10h30 o “Creoula” saiu do porto de Setúbal, tendo largado ferro cerca de duas horas mais tarde na baía de Sesimbra. Após o briefing às novas equipas de mergulho, iniciaram-se os trabalhos de inventariação da biodiversidade marinha da segunda parte da campanha. O objetivo é agora investigar a zona entre Sesimbra e o Cabo Espichel. Esperançosamente (assim as condições de mar o permitam!) será possível mergulhar na área Oeste do Cabo, que é relativamente mal estudada devido às dificuldades naturais de aí aceder.

A Equipa da expedição foi hoje visitada a bordo por John e Cindy Wise do The Wise Laboratory of Environmental and Genetic Toxicology  situado nos EUA – Maine que aproveitaram a sua curta estadia em Portugal para ver de perto a investigação que se realiza em Portugal, nomeadamente na área marinha!

À noite foram reiniciadas as palestras a bordo: o coordenador do M@rBis, Frederico Dias, apresentou o Projeto e a Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014, tendo para esta última resumido os principais resultados da 1ª parte e os objetivos planeados para a 2ª parte da missão. Segui-se uma apresentação da Inês Sousa sobre os “Peixes de substratos móveis e Áreas Marinhas Protegidas: o caso do Parque Marinho Prof. Luiz Saldanha”.

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© Athila Bertoncini

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© Blaus VII

     

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© Bruno F Ribeiro

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© Dora Jesus

     

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© Cláudia Carrasqueira

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© Cláudia Carrasqueira

     

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© Emanuel Almada

     

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© Mónica Albuquerque

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© Rui Esteves da Silva

     

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© AIMM - Joana Castro e André Cid

     

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© Ana Castanheira

     

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© Ana Castanheira

     

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© Athila Bertoncini

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© Dora Jesus


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27 DE SETEMBRO - DIA 8

Depois de ontem nos terem visitado mais de 10.000 crianças, hoje foi a vez do público nos visitar durante todo o dia. Nem a chuva forte que se fez sentir ao final da tarde demoveu os mais determinados, que, munidos de guarda chuvas, percorreram todo o navio.

>Os participantes da campanha aproveitaram para visitar os outros navios e alguns para rever as famílias que vieram propositadamente a Setúbal para nos visitar. Hoje foi também o dia em que se iniciou a 2ª parte da campanha, o dia em que novos participantes se juntam à equipa, trazendo novos desafios aos responsáveis da logística da campanha.

O Veleiro Blaus VII da Escola Naval, que é utilizado em saídas de mar para formação de cadetes, e que se junta à campanha durante esta semana, realizou hoje a 1ª saída de trabalho ajudando nos trabalhos de oceanografia e ROV.

Os primeiros dados de biodiversidade referentes à 1ª parte da campanha foram carregados no Visualizador M@rbis já disponível online AQUI !

O dia terminou em beleza com a visita a bordo do Secretário de Estado do Mar Manuel Pinto Abreu e ainda com um jantar de grupo que reuniu os participantes da 1ª e 2ª parte da campanha!

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© Blaus VII - Escola Naval

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© Blaus VII - Escola Naval

     

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© Blaus VII - Escola Naval

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© Blaus VII - Escola Naval

     

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© AIMM - Joana Castro e André Cid

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© Bruno F. Ribeiro

     

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© Claúdia Carrasqueira

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© Bruno F. Ribeiro

     

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© Athila Bertoncini

     

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© Rui Esteves da Silva

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© Rui Esteves da Silva

     

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© Andreia Silva

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© Dora Jesus


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26 DE SETEMBRO - DIA 7

Em pleno Dia Mundial do Mar, o NTM ‘Creoula’ esteve aberto a visitas no porto de Setúbal. Muitas escolas da região de Setúbal e não só aproveitaram a oportunidade para visitar este e outros navios carregados de simbolismo relativo à história marítima do país. ‘Vera Cruz’, ‘Sagres’ e o já referido ‘Creoula’ foram alvo de autênticas invasões pacíficas de centenas de crianças que subiram a bordo cheias de curiosidade para conhecer o interior dos navios. Tivemos mais de 10.000 visitantes a bordo!

A EMEPC teve também disponível um stand no cais com informações para os visitantes sobre todos os projetos a decorrer na Estrutura de Missão.

Não se pense no entanto que a Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014 esteve parada. Sendo certo que não existiram mergulhos ou trabalhos de triagem, o dia foi dedicado ao carregamento dos primeiros dados recolhidos ao longo dos últimos dias no sistema M@rBis, afinal o principal objetivo desta expedição.

Houve ainda tempo para alguns dos participantes fazerem uma visita ao mercado de Setúbal. Após passarem os últimos dias a observar peixes no seu habitat natural, houve agora oportunidade de encontrá-los num contexto muito diferente...

A primeira parte da Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014 chegou ao fim para alguns participantes e por isso hoje foi também dia de despedidas.

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© Mónica Albuquerque

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© Mónica Albuquerque

     

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© Mónica Albuquerque

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© Rui Esteves da Silva

     

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© Rui Esteves da Silva

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© Emanuel Almada

     

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© Rui Esteves da Silva

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© Mónica Albuquerque


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25 DE SETEMBRO - DIA 6

O dia de hoje ficou marcado pela visita da equipa de filmagens do programa “Bombordo” da RTP 2, que veio a bordo do ‘Creoula’ acompanhar os trabalhos da expedição. Liderados por Tátá Regala, a equipa de filmagens não se limitou a observar a vida a bordo e também acompanhou as equipas de mergulho.

As condições de mergulho voltaram, aliás, a ser impecáveis e os mergulhadores presentearam a equipa de triagens a bordo do ‘Creoula’ com exemplares de ouriços-do-mar e ofiurídeos.

Chega assim ao fim a primeira parte da Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014. Pelo final da tarde, o ‘Creoula’ atracou no Porto de Setúbal, onde vai ficar aberto a visitas até sábado (das 10h às 18h). Terá a companhia de outros navios emblemáticos como a ‘Sagres’ e a ‘Vera Cruz’.

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© Ana Pires

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© Rui Esteves da Silva

     

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© Tiago Reis

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© Ana Castanheira

Entrevista a Sílvia Tavares do Projeto Biomares

O Biomares atua no Parque Marinho Luiz Saldanha e é mais um dos projetos que está representado na Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014. Sílvia Tavares falou-nos dos objetivos do Biomares e do trabalho que estão a desenvolver na expedição.

Silvia Marques Tavares

Que características tornam o Parque Marinho Luiz Saldanha um local único?

Sílvia Tavares: Tem uma excecional riqueza em vida marinha, sendo mesmo considerado um hotspot de biodiversidade a nível europeu. Além de estar orientado a sul, encontra-se protegido pela serra da Arrábida que fornece uma boa proteção dos ventos de norte. Isto faz com que as águas sejam relativamente calmas durante todo o ano, servindo de zona de berçários para muitas espécies marinhas. A alimentação também está aqui muito favorecida pela proximidade dos canhões de Lisboa e Setúbal e dos estuários do Sado e do Tejo, que trazem muitos nutrientes. Por outro lado, esta área é praticamente um oásis de rochas, situada entre zonas muito arenosas. A formação de recifes rochosos possibilita uma grande complexidade de ambientes que faz com que muitas espécies aí consigam viver. Por fim, esta é também uma região muito estudada ao longo dos anos. O reconhecimento da sua importância inicia-se logo nas primeiras campanhas do Rei D. Carlos e desde os anos 70 que se começou a alertar para a necessidade da sua proteção.

Em que consiste o Biomares?

ST: O Biomares surge em 2007 e veio fornecer meios financeiros e técnicos para a recuperação e gestão desta área protegida. Após a implementação de uma área protegida é importante avaliar os efeitos das medidas na biodiversidade, e tentar conciliar a proteção das áreas mais sensíveis com as atividades económicas que aqui têm lugar.

Uma das vossas ações mais emblemáticas foi a da recuperação e transplante de pradarias marinhas. Como é que decorreu esta ação e quais as principais dificuldades que encontraram?

ST: As pradarias marinhas são um habitat ameaçado, muito importante para várias espécies que aí encontram refúgio e alimentação. É lá que vivem os cavalos-marinhos e é na base das suas ervas que os chocos, por exemplo, põem os ovos. Funcionam como maternidade de muitas espécies marinhas. Até aos anos 80, a baía do Portinho da Arrábida e região adjacente, a este do Parque, encontrava-se coberta por pradarias que por 2007 tinham praticamente desaparecido. Para as recuperar realizámos mais de 60 transplantes entre 2007 e 2011, que foram antecedidos por um mapeamento das pradarias a nível nacional e estudos genéticos para escolher as mais adequadas. Não tivemos o sucesso desejado devido a constrangimentos naturais, nomeadamente a herbivoria por parte das salemas e a intensidade dos temporais de sul nesses anos. Sobreviveu apenas uma pequena parcela das que foi transplantada, mas que tem estado a expandir-se. A nossa esperança é que continue. Esta ação acabou também por servir para alertar as pessoas da importância das pradarias marinhas e da sua proteção. É importante proteger e monitorizar as que existem, sensibilizando as pessoas para a sua importância.

Muito do vosso trabalho envolve conciliar a conservação de áreas mais sensíveis com as atividades económicas da região. É difícil compatibilizar estes dois “mundos”?

ST: Pretendemos precisamente conciliar os esforços de conservação com a presença das atividades económicas que ocorrem nesta área há séculos. Não são mundos incompatíveis. A nossa função é tentar encontrar um equilíbrio, uma vez que se prevê que ocorra o que chamamos ‘efeito de reserva’: as espécies de interesse comercial e não comercial são protegidas, crescem mais, tornam-se mais abundantes e saem da área do Parque, beneficiando tanto a conservação como por exemplo a pesca e o mergulho.

Quais as principais iniciativas de sensibilização que têm desenvolvido?

ST: Tem sido feita uma grande aposta na divulgação. Estamos instalados no Museu Oceanográfico, onde temos exposições e recebemos visitas de escolas. Fizemos também um documentário de 20 minutos que tem sido distribuído às escolas e fichas didáticas que podem ser descarregadas gratuitamente no nosso site, entre outras coisas. Têm ainda sido criadas várias brochuras informativas direcionadas a diferentes tipos de público. Este Verão, por exemplo, desenvolvemos panfletos que incentivam a descoberta da vida marinha do Parque e que distribuímos a mergulhadores e utilizadores das praias.

De que forma é que a vossa participação na Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida 2014 tem contribuído para o Biomares?

ST: Nesta Campanha estamos a fazer amostragem de larvas de peixe. Queremos comparar três zonas do Parque, sendo que uma coincide com a proteção total e área mais abrigada. O objetivo é ver que tipo de larvas de peixe é que aqui estão e como se distribuem. A ideia passa também por comparar os resultados com estudos anteriores à implementação das medidas de conservação. Poderemos assim avaliar a importância das diferentes áreas para o desenvolvimento destas espécies.

Com que impressão ficam desta Campanha?

ST: Tem sido muito útil estar em contacto com especialistas de várias áreas. Aprende-se sempre alguma coisa. Nunca sabemos tudo, não somos uma ilha e o melhor mesmo é construir pontes. Tem sido muito agradável e ainda para mais estamos em casa e gostamos de bem receber.

Saiba mais sobre o Biomares em http://www.ccmar.ualg.pt/biomares/biomares2.html


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24 DE SETEMBRO - DIA 5

Ainda não foi desta que a qualidade dos mergulhos defraudou os participantes da Campanha. Repetiram-se boas condições de visibilidade e temperatura, que permitiram o registo de muitas esponjas e peixes (sargos, tainhas e rascassos).

Dos 27 mergulhos efetuados até agora na Campanha, foram localizadas 26 espécies cuja presença na Arrábida era até agora desconhecida: 14 briozoários, 10 algas, 1 peixe e 1 molusco.

As apresentações de hoje ficaram a cargo de Raquel Gaspar, sobre a monitorização de golfinhos no Estuário do Sado, Diana Carvalho, sobre as coleções do Museu de História Natural, e Luís Gabriel sobre astronomia.

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© Nuno Vasco Rodrigues

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© Nuno Vasco Rodrigues

     

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© Nuno Vasco Rodrigues

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© Rui Esteves da Silva

 

Entrevista Kit do Mar

O Kit do Mar é o projeto educativo da EMEPC dedicado à sensibilização dos mais jovens para os oceanos. Todos os anos, as Campanhas M@rBis acolhem jovens do ensino secundário que participaram em concursos ou iniciativas do Kit do Mar.

Este ano embarcaram no ‘Creoula’ Tatiana Guadalupe e Gisela Monteiro da Escola Secundária da Baixa da Banheira, e Inês Monteiro e Hugo Silva do Colégio Euro-Atlântico. Estes alunos participaram n’“A Ponte Entre a Escola e a Ciência Azul”, uma iniciativa do Kit do Mar, que lhes deu a oportunidade de integrarem investigações marinhas no Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Tatiana Guadalupe e Gisela Monteiro
Escola Secundária da Baixa da Banheira

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Como é que tem sido a experiência de participar na Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014

Tatiana Guadalupe: Foi o que de melhor fiz este ano. Aprendi muitas coisas novas. Fizemos triagens e conhecemos muitas espécies. Foi também muito bom conviver com biólogos e mergulhadores. Fez-nos muito bem. Fiquei muito impressionada ao ver que alguns cientistas eram capazes de identificar logo as espécies. Gostei muito de participar. Se houver mais oportunidades não vou pensar duas vezes. Gisela Monteiro: Infelizmente andei muito tempo enjoada e deitada, mas foi uma experiência muito boa. Se alguma vez voltar espero poder ajudar mais nas triagens.

O que é que gostaram mais da vossa experiência?

GM: Gostei de fazer as triagens e de conhecer mais sobre a biodiversidade marinha.

TG: Gostei de estar em contacto com o mar, de conhecer a biodiversidade marinha e de conhecer biólogos e mergulhadores que percebem destes assuntos.

Como é que acham que a vossa participação na Campanha pode contribuir para o vosso futuro?

TG: Não sei se vou ser cientista, mas permitiu-me ver o mundo de forma diferente. Antes não tinha grande noção da família e do género dos peixes. Agora já consigo olhar para um carapau numa perspetiva de trabalho.

GM: Ainda não sei ao certo o que vou seguir. Mas se for para análises clínicas vou utilizar algum do material de laboratório que vi aqui.

Participaram na Campanha através da vossa participação no projeto “A Ponte Entre a Escola e a Ciência Azul” do Kit do Mar. Qual foi o tema do vosso trabalho neste projeto?

GM: Informámos a população de que não devem deixar de comer peixe só porque tem parasitas.

TG: Para além de alertar a população para o risco dos parasitas, agora já sabemos o que fazer. Já estudámos sobre isso. Acho que foi uma boa iniciativa e que mais escolas deviam participar no projeto.

GM: Já tínhamos participado no Concurso Nacional Kit do Mar e tivemos a oportunidade de entrar n’”A Ponte Entre a Escola e a Ciência Azul”. Fiquei logo muito entusiasmada porque sabia que ia ser importante para mim.

Pretendem seguir uma carreira ligada ao Mar?

GM: Ainda não temos a certeza, mas quem sabe…

TG: Quero seguir uma carreira científica. Se será ligada ao Mar já não sei…

 

Hugo Silva e Inês Monteiro
Colégio Euro-Atlântico

Ines Monteiro Hugo Silva

Como é que tem sido a experiência de participar na Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014?

Inês Monteiro: Tem sido fantástico, uma experiência muito enriquecedora. Temos aprendido imenso com os investigadores e marinheiros.

Hugo Silva: É uma experiência única e todos os dias aprendemos qualquer coisa.

O que é que gostaram mais da vossa experiência?

IM: Das aprendizagens e de todas as conversas muito interessantes sobre assuntos que normalmente não debatemos.

HS: Pudemos falar de temas que não falamos nas aulas. Golfinhos, algas, etc.

Como é que acham que a participação na Campanha vai contribuir para o vosso futuro?

IM: Contribuiu pela vontade de saber mais. Interessei-me quase sempre pelas conversas dos participantes. Normalmente estamos nas aulas muito como uma obrigação. E sinto-me satisfeita por me estar a interessar por temas que nem sequer são muito da minha área.

HS: Contribuiu bastante para a minha cultura geral.

Participaram na Campanha através da vossa participação n’“A Ponte Entre a Escola e a Ciência Azul” do Kit do Mar. Qual foi o tema do vosso trabalho neste projeto?

IM: O nosso trabalho era sobre ecto e endoparasitas em peixes e bivalves. Trabalhamos com o Kit do Mar em Lisboa e no Porto. Analisámos carapaus, fanecas, mexilhões e amêijoa japonesa e pesquisámos se existiam parasitas que fossem prejudiciais para a saúde humana. Utilizamos métodos laboratoriais e o nosso grande objetivo era alertar a população para o risco de infeção, até pelo aumento de consumo de peixe cru.

Como é que avaliam a vossa participação no projeto “A Ponte Entre a Escola e a Ciência Azul”?

IM: Foi ótima. Foi das melhores experiências escolares que tive. É muito bom ter tido o privilégio de integrar o projeto. Foi mesmo um trabalho a sério e ficámos realmente com a noção do que são as rotinas de um investigador.

Pretendem seguir uma carreira ligada ao Mar?

IM: Nem por isso, mas seria uma segunda opção. Estou a tirar Engenharia e Gestão Industrial.

HS: Estou a pensar seguir engenharia informática.


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23 DE SETEMBRO - DIA 4

Mais um bom dia de operações na Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014. Os mergulhos de hoje tiveram lugar em zona de área marinha protegida (reserva integral), onde as boas condições de visibilidade permitiram observar grande biodiversidade de peixes que até se iam mostrando curiosos perante a presença dos mergulhadores.

Outros mergulhos decorreram junto à costa, já em condições muito diferentes com muito lodo e sedimentos. Ainda assim, foi possível observar bastante vida, com muitas esponjas e campos de poliquetas.

Entretanto, os trabalhos de triagem das amostras recolhidas no mar decorriam no convés do ‘Creoula’, onde as principais estrelas da companhia são mesmo os nudibrânquios, com toda a sua paleta de cores vivas.

A Caravela Vera Cruz continua a fornecer o seu apoio à Campanha. Recebeu hoje os seis adolescentes que participam na expedição e que foram acompanhar o trabalho científico desenvolvido a partir da Caravela (recolha de amostras de fitoplâncton e análises de água com CTD). Destes jovens, dois participam por via dos Estágios Ciência Viva e quatro através participação no projeto “A Ponte Entre a Escola e a Ciência Azul”, desenvolvido pelo Kit do Mar, da EMEPC.

As conferências noturnas seriam precisamente sobre este projeto que levou alunos do ensino secundário a integrarem investigações científicas autênticas nos laboratórios do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Inês Monteiro e Hugo Silva, do Colégio Euro-Atlântico, e Tatiana Guadalupe e Gisela Monteiro, da Escola Secundária da Baixa da Banheira apresentaram o que aprenderam nos laboratórios do IPMA.

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© Rui Esteves da Silva (foto tirada com telemóvel)

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© Bernardo Mata

     

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© Bernardo Mata

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© Mónica Albuquerque (foto tirada com telemóvel)


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22 DE SETEMBRO - DIA 3

O terceiro dia da Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014 deu continuidade aos excelentes mergulhos de véspera. Boas condições de temperatura e visibilidade permitiram aos mergulhadores observar esponjas, sargos, bodiões, cabozes, cavacos e até um peixe-porco. Nem a chuva, que a certa altura se fez sentir com alguma intensidade, arrefeceu o ânimo dos participantes (mas, verdade seja dita, em nada se comparou com o dilúvio que se abateu hoje sobre Lisboa).

A acompanhar a Campanha desde o seu início e até ao final da 1.ª leg tem estado a Caravela Vera Cruz. O Creoula recebe todos os dias a visita de jovens da Aporvela que vêm a bordo conhecer o trabalho científico que tem sido desenvolvido.

Mas é também da Caravela que partem alguns dos estudos integrantes desta Campanha, nomeadamente os da equipa de oceanografia da EMEPC e o estudo sobre fitoplâncton conduzido por Lia Godinho. Esta investigadora do IPMA parte diariamente da Vera Cruz para estudar a dinâmica do fitoplâncton no Parque Marinho da Arrábida.

As algas produzem toxinas que são acumuladas nos bivalves e podem trazer riscos para quem os consome. Por isso, importa conhecer a dinâmica do fitoplâncton ao longo da nossa costa e em estuários e zonas lagonais”, explica a investigadora.

Lia Godinho parte num bote duas horas antes da maré cheia para fazer amostragens em pontos pré-definidos, seguindo depois para a área de pluma do Sado onde faz recolhas de fitoplâncton em condições de maré cheia e maré vazia. “Faço amostragens com a garrafa de Niskin em profundidade (15 metros) e à superfície (3 metros). Trago as amostras para bordo, conservo-as em lugol e só depois no laboratório, após deixarmos o fitoplâncton sedimentar em câmaras de sedimentação, é que fazemos a contagem e identificação em microscópio”

As apresentações de hoje foram sobre o Parque Natural da Arrábida, por Miguel Henriques, e o Biomares, um projeto de recuperação e preservação do Parque Marinho Luiz Saldanha, que foi apresentado por Sílvia Tavares.

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© Nuno Vasco Rodrigues

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© Nuno Vasco Rodrigues

     

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© Tiago Reis

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© Rui Esteves da Silva


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21 DE SETEMBRO - DIA 2

Está aberta a época de mergulhos na Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014. O primeiro dia de investigação submarina, ao largo de Sesimbra, foi bastante produtivo para a equipa de mergulhadores. Excelentes condições de temperatura e boa visibilidade permitiram a observação de uma fauna bastante considerável: nudibrânquios, bodiões, sargos, polvos, lagostas e navalheiras contam-se entre as “descobertas” das equipas de mergulho.

No convés do NTM Creoula decorreram trabalhos de triagem para as amostras recolhidas pelos mergulhadores. Destacou-se o “embarque” de ouriços-do-mar, ofiurídeos, estrelas-do-mar, um góbio, e de vários indivíduos com cerca de 2 cm de comprimento, conhecidos como “louva-a-deus marinhos” (Caprellidae).

Entretanto, a equipa de oceanografia biológica da EMEPC partiu em busca do bivalve Atrina pectinata. O objetivo era perceber a área de distribuição desta espécie na zona da Área Marinha Protegida da Arrábida. Os resultados do primeiro dia revelaram que a espécie ocorre a menores profundidades e em novos locais. Pela noite, o convés do Creoula serviu de palco às primeiras apresentações de participantes da Campanha. A primeira foi naturalmente sobre o M@rBis, a segunda, apresentada por Paul Leonard, do Aquário de Boston, foi sobre o seu trabalho com pinguins!

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© Nuno Vasco Rodrigues

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© Nuno Vasco Rodrigues

     

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©Rúben Fortuna

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©Rúben Fortuna


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20 DE SETEMBRO - DIA 1

 

O NTM ‘Creoula’ já se encontra fundeado ao largo de Sesimbra, onde vai ficar nos próximos dias. A bordo encontra-se um grupo de 48 instruendos, unidos em torno da investigação marinha e da paixão pelo mar.

Nas próximas duas semanas, a Campanha EMEPC/M@rBis/Arrábida2014 vai procurar fazer uma caracterização das espécies e habitats marinhos da Arrábida, com vista ao enriquecimento  do M@rBis, um Sistema de Informação para a Biodiversidade Marinha desenvolvido pela EMEPC.

A bordo do NTM Creoula, que pelo quinto ano consecutivo serve de base de trabalho às expedições M@rBis, encontram-se também representantes de diversos projetos ligados à investigação do Mar Português e que veem nesta Campanha uma oportunidade para darem sequência aos seus estudos.

O primeiro dia de Campanha foi reservado para a viagem entre Lisboa e Sesimbra e para as indicações normais de convivência a bordo, úteis em particular para quem embarca pela primeira vez. Ultimaram-se preparativos e já se encontra tudo a postos para o primeiro dia de mergulhos, já neste domingo.

A principal preocupação é mesmo o tempo. Para já, São Pedro tem sido generoso. Assim se mantenha.

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